Balança comercial tem superávit de US$ 3,28 bilhões em agosto, diz Ministério da Economia

O Ministério da Economia informou nesta segunda-feira (2) que a balança comercial registrou superávit de US$ 3,28 bilhões em agosto.

Quando as exportações superam as importações, o resultado é de superávit. Quando acontece o contrário, o resultado é de déficit.

De acordo com o governo federal, ao todo, as exportações somaram US$ 18,853 bilhões em agosto, e as importações, US$ 15,569 bilhões.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o superávit somou US$ 31,759 bilhões, uma queda de 13,4% na comparação com o mesmo período de 2018.

Na comparação com agosto do ano passado, as exportações tiveram queda de 8,5% na média diária. As importações registraram retração de 13,3%.

No caso das exportações, houve recuo de 25,8% na venda de produtos manufaturados. Já a venda de produtos básicos subiu 2,5% e, a de semimanufaturados, 14,4%.

Nas importações, o governo federal informou que caíram as compras de bens de capital (-35%), combustíveis e lubrificantes (-34%), bens de consumo (-7%) e bens intermediários (-2%).

Essa queda nas importações e nas exportações também foi registrada no acumulado do ano.

Nos oito primeiros meses de 2019, o valor total das exportações caiu 5,7% na comparação com o mesmo período de 2018. No caso das importações, a queda foi de 3,4%.

Questionado sobre possíveis efeitos de boicotes anunciados por empresas diante das queimadas na floresta amazônica, o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, disse ainda ser muito cedo para fazer qualquer análise.

De acordo com Brandão, qualquer eventual barreira não afeta imediatamente o comércio.

Por causa das queimadas e das notícias de desmatamento na floresta amazônica, uma empresa que representa 18 marcas internacionais anunciou na semana passada a suspensão da importação de couro brasileiro e avisou que só pretende retomar as compras se for comprovado que o produto não causa danos ambientais.

Com relação ao aumento da demanda por proteína animal, o subsecretário explica ser reflexo principalmente a queda na produção de carne suína pela China. O país enfrenta uma grave crise sanitária por causa da peste suína, que reduziu a produção de carne pelo país em 50%.

Quanto à exportação de alimentos, o que vemos é uma demanda mundial aquecida. Você tem problema de ofertas de carne no mundo, há estimativa de quedas de até 50% do rebanho suíno chinês”, disse. “Essa queda tem feito a demanda por proteína animal subir”, completou;

Segundo Brandão, no acumulado do ano, a venda de carne bovina subiu 10%, de frango aumentou 9,6% e a suína subiu 27%.

Fonte: G1 | DF | Laís Lis (Adaptado)

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