Confiança dos serviços atinge maior nível desde 2014 e, da indústria, tem primeira alta desde maio

O índice da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mede a confiança do setor de serviços registrou em novembro o maior nível desde abril de 2014. A alta foi de 5,1 pontos, ao passar de 88,3 para 93,4 pontos.

Já a confiança da indústria avançou 0,2 ponto em novembro de 2018, para 94,3 pontos, primeira alta desde maio de 2018.

De acordo com Silvio Sales, consultor da FGV IBRE, o avanço da confiança dos serviços está ligado à melhora das expectativas empresariais que parece refletir os efeitos do resultado do processo eleitoral.

Mesmo com a melhora no ânimo das empresas, os indicadores de confiança permanecem na faixa abaixo dos 100 pontos, o que significa predomínio de respostas negativas sobre o ambiente de negócios.

A alta do índice atingiu 85% das 13 principais atividades pesquisadas. O Índice de Expectativas avançou 8,3 pontos em novembro, para 99,4 pontos, maior nível desde de fevereiro de 2014 (99,9 pontos). Essa alta foi a maior na margem desde o início da série histórica da pesquisa, em junho de 2008.

O percentual de empresas que informaram planejar cortes de pessoal nos próximos três meses apresentou o menor nível desde setembro de 2014. Segundo a FGV, a súbita elevação das expectativas parece estar associada à redução da incerteza que marcou o período pré-eleitoral, mas é preciso aguardar a evolução dos indicadores nos próximos meses, principalmente a partir do início de 2019, para confirmar a sustentabilidade dessa leitura favorável sobre o ambiente de negócios apresentada em novembro.

Segundo Andressa Durão, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV IBRE, a melhora da confiança na indústria foi disseminada por 75% dos segmentos industriais e reflete a redução da incerteza com o fim do período eleitoral e início da retomada da tendência de alta interrompida no segundo trimestre do ano. “Isso se confirmará com as primeiras medidas do novo governo a partir do início do ano que vem”, afirma.

Após três meses de quedas consecutivas, o Índice da Situação Atual avançou 1,3 ponto para 94,2 pontos, em novembro. Já o Índice de Expectativas permanece em queda, ao recuar 1 ponto, para 94,5 pontos, o menor desde julho de 2017 (94,1 pontos).

Nesse caso, as expectativas dos empresários sobre a produção nos próximos três meses exerceram a principal influência para a queda - o indicador teve o menor nível desde maio de 2016 e acumula perda de 20,8 pontos nos últimos quatro meses.

Fonte: G1 (Adaptado)

Publicidade