Mercado projeta melhora do PIB no 3º trimestre, mas vê ano 'frustrante' e recuperação ainda lenta

A economia brasileira ganhou um pouco mais de força no 3º trimestre, na comparação com o 2º trimestre, mas a melhora entre os meses de julho a setembro se deve à fraca base de comparação com o trimestre anterior – cujo resultado foi afetado pela greve dos caminhoneiros no final de maio. É o que afirmam economistas ouvidos pelo G1.

Na visão dos analistas, apesar da melhoria da confiança de empresários e consumidores, o ritmo de recuperação ainda segue lento e as projeções de avanço mais forte a partir de 2019 estão amplamente ancoradas na expectativa de medidas de ajuste fiscal, como a aprovação de uma reforma na Previdência já no 1º ano do governo de Jair Bolsonaro.

O resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) do 3º trimestre será divulgado na sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O intervalo das projeções para o 3º trimestre varia de 0,3% e 1,1%, segundo levantamento do G1. Das 12 consultorias e instituições financeiras consultadas, 7 esperam uma alta entre 0,7% e 0,8% na comparação com o 2º trimestre. Veja abaixo:

O resultado oficial do PIB do 3º trimestre irá incorporar também os dados revisados das contas nacionais dos últimos dois anos, o que sempre traz um desafio maior para as estimativas feitas pelo mercado. No início do mês, o IBGE divulgou que a retração da economia brasileira em 2016 foi menor, de 3,3%, ante 3,5% divulgado anteriormente.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração. No 1º trimestre, a alta do PIB foi de 0,1%, e no 2º trimestre, de 0,2%.

A média do mercado prevê que a economia brasileira irá crescer 1,39% em 2018, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, em linha com o esperado pelo governo (1,4%). Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia seguiu inalterada em 2,5%.

Fonte: G1 | Darlan Alvarenga (Adaptado)

Publicidade