Black Friday cresce em faturamento, mas reclamações persistem

A Black Friday de 2018 cresceu em relação ao ano passado, sobretudo no e-commerce, mas as queixas dos consumidores seguiram elevadas. Os números mostram um crescimento de mais de 20% nas vendas.

O levantamento realizado pela Ebit/Nielsen apurou que as vendas no e-commerce alcançaram R$ 2,6 bilhões no período, uma alta de 23% em relação a 2017. O número de pedidos cresceu 13%, para 4,27 milhões, enquanto o tíquete médio (valor médio por compra) teve alta de 8%, para R$ 608.

Segundo o levantamento, o número de consumidores únicos (que fez ao menos uma compra online) cresceu 9% em relação ao ano anterior, para 2,41 milhões.

No mapeamento realizado pelo Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), até as 17h, as vendas nas lojas físicas e e-commerce aumentaram 9,4% na comparação com 2017 - somente as vendas online tiveram alta de 14%.

Apesar de os números indicarem um crescimento robusto, as queixaram dos consumidores seguiram altas. O balanço do Procon-SP mostrou que foram recebidas 258 reclamações sobre a Black Friday até as 18h. Destas, 87 se referem a maquiagem de desconto. Outras 52 queixas foram sobre mudança de preço ao finalizar a compra.

Os consumidores também reclamaram de produto indisponível, pedido cancelado pela empresa após finalização da compra e site intermitente ou congestionado.

Já o Reclame Aqui recebeu 5,6 mil reclamações ao longo do período de ofertas. Propaganda enganosa e maquiagem de preço permaneceram lideraram entre os principais motivos de queixas (14,2%). Na sequência do pódio, neste fechamento final, ficaram empatadas divergência de valores e problemas na finalização da compra, com 7,6%.

Em seguida, atraso na entrega aparece com 3,9% das queixas. "Isto porque, com a antecipação de ofertas oferecidas pelas marcas, o brasileiro começou a fazer as compras de Black Friday já no início de novembro", diz a entidade. A última colocação ficou com estorno do valor pago (3%).

Os produtos mais reclamados foram smartphones e celulares fecharam o evento com 11,6%. A seguir, ficaram TV (5,3%), passagem aérea (4,7%), tênis (3,6%) e cartão de crédito (2,9%).

Fonte: G1 (Adaptado)

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