Faturamento e produção industrial sobem em agosto, diz pesquisa da CNI

O faturamento da indústria, assim como as horas trabalhadas na produção (indicador do nível de atividade), avançaram em agosto deste ano, ao mesmo tempo em que o emprego ficou estável e a massa salarial caiu.

Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (2), por meio dos Indicadores Industriais, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa é realizada pela entidade, em parceria com 12 federações de indústria.

"Os Indicadores Industriais de agosto mostram fragilidade do mercado de trabalho e um comportamento oscilante da atividade, que prejudicam a retomada de uma trajetória de recuperação mais duradoura e consistente", avaliou a CNI.

De acordo com a entidade, o faturamento real da indústria cresceu 2,4% em agosto, na comparação com o mês anterior, e avançou 5,5% na parcial dos oito primeiros meses desse ano.

Já as horas trabalhadas na produção registraram crescimento de 1% de julho para agosto, após ajustes sazonais. "O índice vem alterando variações positivas e negativas, sem apresentar tendência definida desde o início de 2018", acrescentou a CNI. Na parcial do ano, subiu 0,8%.

O emprego industrial, por sua vez, registrou queda de 0,1% em agosto, contra o mês anterior, e uma alta de 0,4% no acumulado dos oito primeiros meses de 2018.

Enquanto fatura mais e aumenta seu nível de atividade, a indústria brasileira também está pagando menos. A pesquisa da CNI mostra que a massa salarial dos trabalhadores do setor recuou 0,8% de julho para agosto e 1,4% na parcial deste ano.

O rendimento médio caiu 0,4% no mês retrasado e 1,8% no acumulado dos oito primeiros meses de 2018. "O rendimento segue em tendência de queda. Na passagem de julho para agosto, registrou a quinta queda consecutiva", informou a CNI.

Já o nível de uso do parque fabril (utilização da capacidade instalada) somou 78,1% em agosto deste ano, com aumento de 0,5 ponto percentual na comparação com julho.

"Com o crescimento – o terceiro consecutivo – o índice volta a se aproximar do nível de abril, antes da paralisação dos transportes (78,3%)", acrescentou a entidade.

Fonte: G1 | DF | Alexandro Martello

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