BNDES registra lucro líquido de R$ 4,76 bilhões no primeiro semestre

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 4,76 bilhões no primeiro semestre de 2018.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (13) na sede do banco, no Centro do Rio de Janeiro, o crescimento é de 253,9% em comparação com o primeiro semestre do ano passado.

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, atribuiu o lucro ao resultado bruto com intermediação financeira, que foi de R$ 6,5 bilhões.

O valor foi afetado, conforme comunicado do banco, pela redução de R$ 4,69 bilhões (98,3%) da despesa com provisão para risco de crédito.

Houve, ainda, influência de resultado bruto com participações societárias em R$ 4,10 bilhões (189,3%).

Em relação ao desempenho positivo com participações societárias, o BNDES divulgou que houve reflexo de crescimento de R$ 2,28 bilhões (312,6%) com alienação de investimentos, com destaque para ações da Petrobras e Eletropaulo.

Os ganhos com a venda de ações da Petrobras deram ao BNDES R$ 1,8 bilhão no primeiro semestre deste ano. Já com a Eletropaulo, o lucro obtido foi de R$ 1 bilhão.

"A justificativa principal [para a venda das ações] é que, em virtude desse enquadramento do Banco Central, nós temos que, gradualmente, ir desfazendo a posição de Petrobras, até chegar a 25% de patrimônio de referência", explicou Oliveira.

A inadimplência acima de 90 dias apresentou queda, segundo os números apresentados pelo banco. No semestre, passou de 2,08%, em dezembro do ano passado, para 1,45% em junho de 2018.

O presidente do banco esclareceu que a taxa de inadimplência tem sido puxada pelo Estado do Rio. Não fosse pelo estado, Oliveira afirmou que a inadimplência seria de 0,18%.

Outro dado apresentado durante a divulgação do balanço do banco diz respeito ao passivo, que em junho deste ano foi registado em R$ 834,5 bilhões.

Oliveira deu destaque à redução do passivo com o Tesouro Nacional, que corresponde à maior fatia do que é devido pelo BNDES. De junho do ano passado para este ano, o banco reduziu em R$ 85 bilhões esse passivo.

De acordo com o presidente da instituição, a previsão é que, ainda no segundo semestre deste ano, o banco pague mais R$ 70 bilhões ao Tesouro.

Fonte: G1 | RJ | Nicolás Satriano (Adaptado)

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