G20 defende livre comércio e EUA prometem apoiar o interesse nacional

Os líderes financeiros do mundo procuraram apoiar o livre comércio nesta segunda-feira (19), em meio a preocupações com as tarifas norte-americanas sobre o aço e o alumínio, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos disseram que não poderiam sacrificar os interesses nacionais para fazer o sistema funcionar.

Ministros das Finanças e banqueiros centrais das 20 maiores economias do mundo estão reunidos em Buenos Aires para discutir as perspectivas econômicas globais, fluxo de capital, criptomoedas, como bitcoin, e como impedir a evasão fiscal das empresas.

Mas desde a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 8 de março, de impor tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, o comércio se tornou o ponto focal da reunião.

"Estou seriamente preocupado que o pilar da nossa prosperidade - o livre comércio - esteja sendo colocado em risco", disse o ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, ao jornal alemão Bild.

"O protecionismo não é a resposta para as dificuldades do nosso tempo. A situação é séria", disse ele, acrescentando que seria cauteloso sobre se referir a uma guerra comercial.

Mas o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, insistiu em dar ênfase ao "livre comércio em termos recíprocos" do governo Trump.

"Não há dúvida de que o secretário representa a visão fortíssima do presidente de que acreditamos no livre comércio", disse uma autoridade dos EUA a repórteres.

"Mas o ambiente em que estamos agora, onde a expectativa é de que a América subordina totalmente seus interesses nacionais para que o sistema de livre comércio funcione, é apenas um ambiente que não aceitamos. Então, temos sido muito claros, acreditamos no livre comércio em termos recíprocos que leva a relações comerciais mais equilibradas", disse ele.

Neste domingo, Scholz disse que tentará dissuadir Washington de impor as tarifas de aço e alumínio, que entram em vigor em 23 de março.

Outras figuras da reunião do G20, que será concluída nesta terça-feira com um comunicado conjunto, compartilham da preocupação da Alemanha.

"Há um entendimento sólido entre a comunidade global de que o livre comércio é importante", disse Haruhiko Kuroda, presidente do banco central do Japão, a repórteres ao chegar para as negociações.

Fonte: G1 | Reuters

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