Preço da gasolina fica estável após registrar primeira queda em 14 semanas

Após registrar a primeira queda em 14 semanas, o preço médio da gasolina por litro se manteve estável na semana terminada no dia 17 de fevereiro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo o levantamento, o valor médio para o consumidor nas bombas ficou em R$ 4,212. Na mesma semana, a Petrobras reajustou os preços da gasolina para baixo nas refinarias, em 2,61%. O repasse ou não para o consumidor final depende dos postos.

A medida faz parte da política de preços da Petrobras, adotada em julho do ano passado, que reajusta o valor dos combustíveis quase diariamente com o objetivo de acompanhar as cotações internacionais. No mesmo mês, o governo subiu os impostos sobre os combustíveis. Desde então, o preço médio para o consumidor final nas bombas acumula alta de 20%. Em 2018, há alta acumulada de 2,75%.

Nesta semana, a Petrobras passou a divulgar os preços médios que cobra nas refinarias para a venda de gasolina às distribuidoras, e informou que fica com cerca de 28% do total que os consumidores pagam por litro nas bombas.

A empresa já havia feito reduções mais acentuadas de preços, em meio a declarações de autoridades de que distribuidoras e revendedores não estão repassando aos consumidores cortes recentes feitos pela estatal nas refinarias. O governo chegou a solicitar que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue a existência de cartel nos postos de combustível.

Enquanto o valor médio da gasolina se manteve estável, o preço médio do diesel subiu 0,29% na semana, para R$ 3,39 por litro. Na mesma semana, a Petrobras reduziu o valor do combustível nas refinarias em 3,09%.

Desde a alta de impostos e adoção da política de reajustes mais frequentes da Petrobras, há alta acumulada de 14% no preço do diesel para o consumidor final. Em 2018, o valor nas bombas já subiu 1,9%.

Já o etanol teve alta de 0,16%, para R$ 3,026 na semana. Para levantar os dados, são coletados pela ANP os preços em 459 localidades.

Fonte: G1 | Karina Trevizan

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