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'Ano que vem a economia vai andar de lado, como agora', diz economista

O consumidor brasileiro voltou aos supermercados. As vendas ganharam força em setembro e reforçaram o desempenho do varejo naquele mês. O setor cresceu 0,5% no mês e 6,4% na comparação com mesmo período de 2016. Em 2016, quando o movimento nos mercados despencou, marcou o pior momento da crise, quando os brasileiros começam a cortar produtos básicos da vida.

 “Recuperação dos supermercados é claramente um sinal de bom porque é produto básico. Há uma forte melhora geral de todos os indicadores de atividade, uma mudança de patamar entre 2016 e 2017. Mas acho que no ano que vem vai ficar andando de lado, como tem andado mais recentemente. Eu estou com a turma que acredita num PIB de 2% (2018) porque não vejo melhora a partir deste novo patamar, não sem investimento e sem aumento do emprego”, disse em entrevista exclusiva ao Blog o economista chefe do banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves.

A incerteza com 2018 não está apenas nas eleições e na crise política, na visão do economista. Há outros fatores que podem afetar a atividade econômica, mesmo que não tire o país do caminho de um crescimento moderado e da retomada leve do emprego.

 “Tudo vai depender, antes de mais nada, de baixar a poeira em relação à perspectiva política. Tem muita incerteza, esta eleição vai ser muito complicada, muito disputada, estamos numa situação de enorme polarização, não só na política, na sociedade, nos costumes, daqui a pouco música vai estar polarizada também. De modo que temos uma perspectiva complicada para resolver isto. Estas eleições provavelmente não vão virar a página”, disse.

Fonte: G1 | Thais Herédia

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