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Meirelles fala em 'medidas complementares'

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (9), durante um seminário em Brasília, que podem ser necessárias "medidas complementares" à reforma da Previdência para garantir o cumprimento da regra que fixou o teto para os gastos públicos.

Aprovada no final do ano passado, a regra do teto de gastos começou a valer em 2017. Ela limita as despesas do governo, em um ano, ao valor do ano anterior, corrigido pela inflação. Trata-se de uma das medidas do ajuste fiscal do governo Michel Temer e tem o objetivo de controlar o aumento das despesas para reequilibrar as contas públicas.

Mais cedo nesta quinta, Meirelles participou de um café da manhã em que foram discutidas mudanças na proposta de reforma da Previdência. Após o encontro, o ministro estimou que o provável texto que será submetido à votação no Congresso deve conter cerca de 50% da proposta original.

O governo tem defendido que a Previdência apresenta déficit bilionário e crescente e que a reforma é necessária para reduzir as despesas para cobrir esse rombo. Portanto, ao apoiar uma proposta mais enxuta de reforma para garantir sua aprovação, o ministro estima que o impacto dela no reequilíbrio das contas públicas será menor. Por isso é que medidas adicionais podem ser necessárias.

O ministro afirmou que entre as medidas complementares em avaliação no governo estão a redução dos gastos com subsídios e com isenções tributárias. Meirelles descartou a possibilidade de fim do abono salarial.

"Eu acho que a gestão da despesa pública não se esgota com uma medida", disse Meirelles. "A reforma da Previdência é fundamental e crucial. Equacionado esse ponto, nós vamos continuar a tratar esse assunto com a maior responsabilidade", declarou.

De acordo com ele, as despesas previdenciárias têm crescido muito e não são sustentáveis com o passar do tempo - hoje, disse o ministro, já superam a marca de 50% dos gastos totais.

"É algo que vamos ter de recompor agora e são medidas complementares principalmente em campos de despesas de subsídios para fazer com que a trajetória da dívida pública possa de fato ser tratada de uma maneira sustentável", disse o ministro.

Fonte: G1 | Alexandro Martello (Adaptado)

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