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Dificuldade de concentração e interrupções são as principais queixas de quem trabalha de casa

A dificuldade de concentração em assuntos profissionais é a principal queixa das pessoas que trabalham em casa, seguida por interrupções de familiares. Os dados se referem à prática de home office no Brasil, e fazem parte de uma pesquisa divulgada pela empresa Space, que ouviu 900 brasileiros que trabalham em casa.

Os entrevistados atuam em empresas de nove setores diferentes: consultoria e serviços, utilities, tecnologia, automotivo, bancário e financeiro, varejo, turismo, saúde e farmacêutico, comunicação e marketing.

Segundo o levantamento, 48% dos brasileiros que trabalham em casa dizem que não é fácil se concentrar em assuntos do trabalho. Além disso, 44% dizem que a família interrompe reuniões e ligações, e 43% dizem que as pessoas em casa demandam atenção de quem está trabalhando.

Mas nem tudo são desafios e dificuldades para esses trabalhadores. Segundo a pesquisa, 60% das pessoas que optaram pelo home office fizeram isso para melhorar a produtividade. A segunda razão mais citada pelos brasileiros é o desejo de estar perto da família, com 58%.

O home office foi regulamentado pela reforma trabalhista, que entra em vigor no sábado (11). Pela nova lei trabalhista, o controle do trabalho será feito por tarefa e não por horário.

Maioria dos que trabalham em casa por opção dizem que fizeram a escolha para aumentar a produtividade, mas reclamam da dificuldade de se concentrar, diz pesquisa.

Segundo o estudo da Spaces, o trabalho em casa vem ganhando espaço no Brasil, onde 55% das pessoas empregadas nos setores pesquisados fazem ao menos um dia de home office por semana. No entanto, para trabalhar remotamente todos os dias da semana, o empregado precisa de adaptação, como aponta Otávio Cavalcanti, diretor da empresa no Brasil.

“Nem sempre a pessoa possui a estrutura ou o ambiente necessário para trabalhar de casa todos os dias, o tempo todo. Por exemplo, poucas pessoas têm um espaço propício para uma reunião em casa”, comentou em nota.

Fonte: G1 | Karina Trevizan (Adaptado)

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