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Setores de construção civil e investimentos de empresas dão sinais de melhora, diz monitor do PIB da FGV

A economia brasileira voltou a apresentar crescimento em todas as bases de comparação, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (20). A construção civil e a formação bruta de capital fixo (acréscimo de investimentos das empresas para aumentar a sua capacidade de produção) mostraram melhora, apesar de ainda estarem em níveis baixos.

Segundo o monitor do PIB-FGV, houve crescimento de 0,2% do PIB em agosto na comparação com julho. No trimestre terminado em agosto, o crescimento foi de 0,6% em comparação com o trimestre terminado em julho. Em ambas as comparações, os resultados apontam para a terceira variação positiva consecutiva do indicador. Em comparação com agosto de 2016, o PIB apresentou crescimento de 2% - quarta taxa mensal positiva consecutiva.

“No mês de agosto, a economia continuou a crescer devido a não só o bom desempenho da agropecuária, mas também de segmentos que, apesar de ainda continuarem em níveis muito baixos, já começaram a mostrar sinais de melhora; este é o caso da construção civil e o da formação bruta de capital fixo que são fundamentais para uma recuperação mais consistente da economia a médio e longo prazo”, afirmou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Em relação ao mesmo trimestre de junho a agosto de 2016, o PIB apresentou crescimento de 1,1%. Nessa base de comparação, os destaques foram a agropecuária (12%), extrativa mineral (3,5%), indústria da transformação (1,9%), comércio (3,5%) e transportes (2,9%).

Segundo a FGV, embora apresente tendência ascendente, a construção ainda se encontra em significativa retração, de 6%, enquanto serviços de informação vêm apresentando taxas mais negativas desde o trimestre terminado em maio, chegando a 3,6% no trimestre terminado em agosto.

Em termos monetários, o PIB acumulado até o mês de agosto, em valores correntes, alcançou a cifra aproximada de R$ 4,368 trilhões.

Fonte: G1 | Marta Cavallini

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