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Confiança da construção sobe e recupera patamar de 2015

O índice de confiança da construção subiu 1,4 ponto em setembro, alcançando 77,5 pontos, na série com ajuste sazonal. Após o quarto mês seguido de alta, o índice recuperou o patamar de abril de 2015 (77,2 pontos), segundo divulgação da Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (26).

“Em setembro, a melhora da confiança começou a se mostrar mais disseminada entre os segmentos. Vale destacar, especialmente, a sexta alta consecutiva da confiança no segmento de preparação de terreno, um segmento antecedente do início de obras, o que pode significar um cenário menos negativo para as empresas da construção neste segundo semestre”, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

A alta decorreu da melhora tanto da percepção sobre o momento presente do empresariado quanto das perspectivas de curto prazo, segundo a FGV.

O índice de expectativas avançou 1,8 ponto, alcançando 89,2 pontos, com destaque para o indicador que mede a demanda para os três meses seguintes, que subiu 3,9 pontos, para 89 pontos, acumulando ganho de 10,1 pontos no ano.

O índice da situação atual subiu 1,1 ponto, para 66,2 pontos, com destaque para o indicador de percepção em relação à carteira de contratos, que variou 1,3 ponto, atingindo 64 pontos.

O nível de utilização da capacidade do setor avançou pelo terceiro mês consecutivo, ao variar 3,5 pontos percentuais, alcançando 65,6%. O indicador retorna assim ao nível de março de 2016 (65,7%), mas fica ainda 6 pontos percentuais abaixo da média histórica.

O nível de utilização da capacidade de mão de obra teve a maior elevação: 3,8 pontos percentuais, contra 1,4 ponto percentual de alta do nível de utilização da capacidade de máquinas e equipamentos.

A alta foi influenciada pelo expressivo crescimento da ocupação nos segmentos de edificações e nos segmentos com perfil de infraestrutura, com destaque para obras de artes especiais e obras de infraestrutura para engenharia elétrica e para telecomunicações.

 “A alta mais intensa do nível de utilização da capacidade de mão de obra sinaliza que a melhora da atividade ainda está mais circunscrita ao quadro de trabalhadores das próprias empresas. E como este indicador está muito abaixo da média, pode levar algum tempo para que os efeitos da atividade sobre o mercado de trabalho sejam visíveis. Além disso, há muitas incertezas sobre a intensidade da retomada dos investimentos”, diz Ana Maria Castelo.

Segundo a FGV, o aumento do indicador da carteira de contratos tem sido muito pequeno, de apenas 0,4 ponto em 12 meses. “Nota-se uma discrepância entre a percepção de melhora recente da atividade e da carteira de contratos, sugerindo que a percepção de algum aumento da atividade pelo setor pode estar associado a contratos já existentes”, informa.

Fonte: G1 | FGV

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